Donald Trump bloqueia doação milionária de Obama à Palestina

Parlamentares republicanos questionaram o valor dizendo que a Palestina não cumpriu acordos feitos anteriormente e criticaram doação.

27-01-2017 | Atualizada em 27/01/2017 08:56

Donald Trump, Presidente dos EUA.

Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, suspendeu o pagamento de U$ 221 milhões para os palestinos. O dinheiro seria destinado como “ajuda humanitária” através de uma doação feita pelo governo de Barack Obama horas antes dele deixar a presidência.

Os republicanos do Congresso americano fizeram objeções sobre o pagamento, o Departamento de Estado irá reavaliar a situação e fará ajustes nessa doação, pois ela não corresponde às prioridades do novo governo.

Os republicanos estão questionando o financiamento palestino feito através da Agência de Desenvolvimento Internacional de 2015 e 2016 que foi aprovado pelo Congresso. Os parlamentares disseram que a Autoridade Palestina não cumpriu os acordos feitos anteriormente.


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Entre os parlamentares que questionam a verba está a deputada Kay Granger, presidente do Subcomitê de Operações do Estado e Estrangeiras da Câmara.

“Estou profundamente desapontada que o presidente Obama desafiou a supervisão do Congresso e liberou US $ 221 milhões para os territórios palestinos”, disse ela à imprensa.

“Eu trabalhei para garantir que nosso dinheiro não financiasse a Autoridade Palestina, a menos que fossem cumpridas condições muito rígidas. Embora nenhuma verba pudesse ir diretamente para a Autoridade Palestina, acabariam indo para programas que ainda estão sendo analisados pelo Congresso. A decisão do governo Obama de liberar esses fundos foi inapropriada”, completou ela.

Dinheiro para Palestina

Uma notificação enviada ao Congresso pelo ex-presidente diz que a ajuda financeira seria para “financiar ajuda humanitária na Cisjordânia e Gaza, apoiar reformas políticas e de segurança e ajudar a estabelecer o Estado de Direito em um futuro Estado palestino”.

A verba, porém, sempre gera muitas teorias pois a doação não exige prestação de conta por parte da Autoridade Palestina. Muitos alegam que o valor era destinado para financiar o terrorismo no Oriente Médio.

Entre os possíveis beneficiários desse dinheiro seriam os grupos radicais Hamas e Fatah que atacam Israel e mantém grupos jihadistas como o Brigadas dos Mártires de Al Aqsa.

A ação do novo presente segue a linha que ele já vinha adotando em suas promessas de campanha que prometia combater o terrorismo. Em seu discurso de posse, Trump garantiu que irá “erradicar completamente o terrorismo radical islâmico da face da Terra”, antes ele já havia comentado sua posição em favor de Israel e gerando ira de alguns líderes da região.

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