Satanistas tentam fazer do aborto um “direito religioso”

Planned Parenthood e Templo Satânico se uniram para ação conjunta nos tribunais.

17-09-2017 | Atualizada em 17/09/2017 12:28

Grupo Templo Satânico pede aborto.

Grupo Templo Satânico protesta pelo aborto.

A organização Templo Satânico em parceria com a Planned Parenthood, maior rede de clínicas de aborto do mundo, quer que a prática do aborto seja reconhecida como expressão religiosa.

Com sede nos Estados Unidos, a Planned Parenthood é responsável por influenciar a mudança na legislação de diversos países, através da IPPF (International Planned Parenthood Federation).

Desde que assumiu uma posição de influência na Organização das Nações Unidas (ONU) a IPPF tem defendido agendas como a defesa do aborto e ideologia de gênero.

Como as instituições abortivas perderam o financiamento público com a chegada de Donald Trump à Casa Branca, a instituição vem tentando formas de influenciar na legislação e recuperar a verba para os procedimentos.

Desta forma, a Planned Parenthood e a Templo Satânico se uniram em uma tentativa de aumentar a influência no estado do Missouri, para que possam pressionar os políticos a fim de que consigam um relaxamento das restrições do aborto.

A organização Templo Satânico vem tentando conseguir o reconhecimento como religião legítima, o que facilitaria tornar a prática do aborto uma questão religiosa, alegando que “o corpo de alguém é inviolável, sujeito unicamente à vontade pessoal”.

Para conseguir tornar a prática um direito religioso eles estão entrando na Justiça, alegando que as leis no Missouri ferem a liberdade de culto. Há relatos de que muitos rituais satânicos são realizados em clínicas de aborto.

Existe uma relação histórica de rituais satânicos com o sacrifício infantil, como nas narrativas bíblicas em que os israelitas lutavam contra o culto a Baal, que era a divindade fenícia Moloque.

Essa figura era representada por um corpo humano, mas a cabeça com chifres e o ventre com uma cavidade onde se acendia o fogo para os sacrifícios, que comumente era de crianças. A figura acabou sendo associada ao diabo ao longo dos tempos.

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