“Sobrevivemos a Faraó, vamos sobreviver à ONU” diz ministra de Israel

Ayelet Shaked criticou a nova resolução do Conselho de Segurança da ONU.

31-08-2017 | Atualizada em 31/08/2017 10:15

Ayelet Shaked, ministra de Israel.

A Ministra de Justiça de Israel, Ayelet Shaked.

Uma nova resolução imposta pelo Conselho de Segurança das Nações Unidas foi duramente criticada pela Ministra de Justiça de Israel, Ayelet Shaked.

O texto proíbe Israel de construir novos edifícios na Judéia e Samaria, que são apontados como “território palestino”.

A Resolução 2334 coloca em risco a soberania do Estado de Israel, pois reconhece a Judéia e Samaria como pertencentes a Palestina.

“A resolução do Conselho de Segurança da ONU aprovada antes do Hanukkah nos lembra a nossa história, mas desta vez somos fortes o suficiente e essa decisão não afetará nosso poder”, declarou.

O Hanakkah, citado por Ayelet, é uma festa comemorada no 25º dia do Kislev, o nono mês do calendário hebraico, e celebra a vitória dos judeus contra os opressores.

A festa também comemora a fraternidade, espiritualidade e a vitória da luz sobre a escuridão.

“Há algo muito triste e lamentável na votação do Conselho de Segurança, em relação a resolução anti-israelense. O mundo incentivou. Este é o momento que mostra toda a putrefação na ONU. Milhares de homens, mulheres e crianças estão sendo mortos na Síria, e essa organização nem sequer levanta a mão para ajudar”, denunciou.

Ayelet Shaked considera que a ONU tem tomado medidas para prejudicar o Estado Judeu, enquanto ignoram conflitos e violações dos direitos humanos.

“Mas quando se trata de prejudicar o Estado Judeu, eles fazem alguma coisa. E a Síria está protegendo isso, porque não há resoluções contra a última atualização, mas se for contra o único país democrático do Oriente Médio há dezenas de resoluções. Sobrevivemos ao Faraó, também vamos sobreviver a isso”, concluiu Ayelet.

A ministra também criticou a decisão do Tribunal Supremo de Israel que estabeleceu que os requerentes de asilo devam ser deportados para Ruanda e Uganda, em no máximo dois meses.

Ao jornal Haaretz a ministra criticou o fato de não haver um equilíbrio adequado de juízes liberais e conservadores no Tribunal Supremo de Israel.

SEU COMENTÁRIO