Pastor é preso por oferecer oração à grávida em frente à clínica de aborto

Líder anglicano oferecia aconselhamento e oração por grávidas que entravam no estabelecimento, mas acabou sendo preso após denúncia.

10-12-2016 | Atualizada em 10/12/2016 20:31

Pastor James Linton, a esposa e os filhos.

O pastor anglicano James Linton não sabia que poderia ir parar na prisão por orar em frente a uma clínica de aborto, mas foi isso que aconteceu em uma cidade da Califórnia, nos Estados Unidos. No dia 7 de outubro Linton parou em frente à clínica de aborto da Planned Parenthood (PP) e se ofereceu para orar e aconselhar as grávidas que entravam no local.

Os responsáveis pela clínica ficaram incomodados com a atuação do líder evangélico e chamaram a polícia, Linton levado à delegacia responder a acusação de invasão de propriedade privada. A advogada Allison Aranda, que atua na Fundação Legal de Defesa da Vida, está defendendo o pastor e explica que a prisão fere os direitos de seu cliente.

“A prisão do pastor Linton é uma escandalosa violação dos seus direitos”, disse ela. “Ele simplesmente ofereceu ajuda e alternativas para que pudesse salvar as vidas preciosas daqueles bebês”, defende.


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Aranda entende que o líder religioso estava exercendo seu direito à livre expressão, garantido pela Constituição. Fora isso, como ele estava na calçada da PP não pode ser considerado como invasão de propriedade.

O julgamento do pastor anglicano pode acontecer nos próximos dias. Se condenado, ele poderá passar até 90 dias na cadeia e pagar uma multa de US$ 400 (aproximadamente R$ 1.350,00). Pastor  da Igreja Anglicana de Cristo da cidade de Yucaipa, Linton tem recebido apoio de sua comunidade e não teme a prisão.

“Eu descobri que aconselhamento em lugares púbicos é um dos aspectos mais importantes do discipulado cristão na minha vida”, disse ele que não irá mudar suas convicções a respeito do aborto.

Gravidez da esposa

O pastor Linton não escolheu aconselhar as grávidas que procuraram à clínica ao acaso. Em 2015, quando sua esposa estava grávida, ele ouviu as denúncias de que a clínica abortiva negociava partes dos fetos com a indústria farmacêutica.

Vídeos gravados com câmeras escondidas mostravam a médica Deborah Nucatola, uma das diretoras da organização, negociando partes dos corpos de bebês abortados com empresas. Nucatola chegou a admitir que vendia parte dos corpos dos bebês que eram retirados com vida do útero da mãe.

A esposa do pastor ficou horrorizada com a história e ele se comprometeu a orar pelas mulheres em frente às clínicas de aborto.

“Ver os fetos abortados serem comercializados enquanto minha esposa estava grávida me revoltou. Nós organizamos um protesto e, desde então, vou para a frente daquela clínica da PP todas as sextas-feiras”, disse o pastor.

Na clínica de San Bernardino grávidas com até 20 semanas podem optar em retirar o bebê. Ciente de que a prática é um assassinado, o pastor tenta convencer as gestantes de desistirem do aborto. Vários ativistas pró-vida fazem protestos no local, tanto é que a empresa resolveu construir um muro para limitar o acesso na clínica. Com informações Christian Times.

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