Pastor Marco Feliciano critica mudança nas medidas anticorrupção

Parlamentar evangélico usou as palavras “triturar”, “corromper” e “desconstruir” ao se referir as mudanças feitas pelos parlamentares.

06-12-2016 | Atualizada em 06/12/2016 18:26

Pastor Marco Feliciano durante pronunciamento na Câmara.

O deputado federal Pastor Marco Feliciano (PSC-SP) divulgou nota, nesta terça-feira (6), criticando a estratégia adotada na Câmara dos Deputados para aprovar o texto-base que estabelece medidas de combate à corrupção. O deputado também criticou a aprovação do projeto que pune o abuso de autoridade e afirmou que o tema deveria ter sido debatido de forma ampla.

Feliciano explicou que na madrugada de quarta-feira (30), quando a Câmara dos Deputados mudou o pacote das 10 medidas contra a corrupção, ele estava cumprindo um compromisso que já estava em sua agenda havia um ano e por isso não participou da votação, mas que havia orientado a bancada do Partido Social Cristão (PSC) que seguissem o voto do relator, deputado Onyx Lorenzoni (DEM-RS).

Um dos principais representantes dos evangélicos na Câmara dos Deputados, segundo pesquisa realizada pelo Grupo de Pesquisa Mídia, Religião e Cultura (MIRE), da Universidade Metodista de São Paulo, Marco Feliciano usou as palavras “triturar”, “corromper” e “desconstruir” ao se referir as mudanças feitas pelos parlamentares no texto original do projeto anticorrupção.

O deputado federal também lembrou que durante a aprovação do texto-base do pacote anticorrupção, na comissão especial, ele ficou 30 horas, durante dois dias da semana, acompanhando para que o projeto fosse aprovado na íntegra. Feliciano também lembrou que por algumas vezes manifestou apoio ao texto original e que chegou a defender a Lava Jato durante sessões na Câmara.

“Na semana anterior a aprovação das 10 medidas na Câmara dos Deputados eu passei mais de 30 horas, durante dois dias, participando da comissão especial que analisava as medidas anticorrupção, ajudando a aprovar na integra o projeto, além de ter me comprometido em mantê-lo conforme havia sido apresentado na Casa”, lembrou o parlamentar.

Na nota o deputado voltou a defender a manutenção das medidas anticorrupção conforme haviam sido enviadas para a Câmara dos Deputados. Marco Feliciano afirmou que considera as medidas “uma reforma no moral político brasileiro”. Ele também lembrou que havia alertado sobre a importância de acompanhar de perto as “manobras que visavam destruir as medidas anticorrupção”.

Sobre a lei que pune o abuso de autoridade, projeto que foi apensado ao texto-base proposto por iniciativa popular, o Pastor Marco Feliciano reforçou a importância de que os três poderes, o Executivo, Legislativo e Judiciário, estejam em equilíbrio, mas que o projeto deveria ter sido debatido de forma ampla, antes de ter sido aprovado.

Marco Feliciano lembrou que a Câmara dos Deputados aprovou o texto-base, acrescentando a lei que pune o abuso de autoridade, em um momento triste para os brasileiros, pois muitos estavam acompanhando o trágico acidente com os jogadores da Chapecoense. O parlamentar considera que o projeto deveria ter sido debatido “em um momento oportuno, não durante a madrugada”.

O líder evangélico conclui a nota reiterando seu apoio a integra das medidas de combate a corrupção e a Operação Lava Jato. O deputado também reforçou a importância de que a lei de abuso de autoridade seja debatida de forma ampla.

“Ainda assim, reitero meu compromisso com o projeto original e reforço minha posição favorável às medidas, também reafirmo que o projeto que pune abuso de autoridade deveria ter sido debatido de forma ampla, antes da aprovação na Câmara dos Deputados” concluiu. Leia a nota na íntegra aqui.

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