Muçulmanos já pregam fim de cristãos e judeus no Brasil

Muçulmanos radicais pregam os mesmos ensinamentos do Alcorão defendidos por grupos como Estado Islâmico e Boko Haram.

14-03-2017 | Atualizada em 14/03/2017 08:26

Muçulmanos orando.

Muçulmanos durante momento de oração.

O crescimento do número de muçulmanos no Brasil já foi noticiado pela imprensa e agora, confirmando o que muitos temiam, um sheik xiita confirmou que entre os novos convertidos já há um grupo de radicais que querem pregar os ensinamentos literais do Alcorão.

A afirmação foi dada pelo o sheik Rodrigo Jalloul, o principal líder xiita do Brasil, em entrevista exclusiva para a revista Veja.

A pregação da sharia, entre outras coisas, defende o fim dos cristãos e dos judeus. Mas segundo o sheik, esses novos fiéis do Islã não representam toda a comunidade.


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“Alguns brasileiros, porém, estão abraçando a fé [islâmica] cegamente. Há muitos fanáticos pregando para gente intelectual e emocionalmente vulnerável por aí… ensinando uma forma equivocada de lidar com a religião. Esses fanáticos pregam que cristãos e judeus não podem existir”, disse.

O religioso mostrou preocupação com os novos fiéis que estão “com mais sede de conversão” dizendo que esses sãos os piores. “Eles querem se converter e não discutem nem questionam nada”.

Muçulmanos no Brasil

Na mesma entrevista o sheik Rodrigo Jalloul confirmou que existem extremistas muçulmanos ligados ao Estado Islâmico atuando no Brasil.

Segundo ele, são ramificações religiosas que apoiam o grupo terrorista que tem devastados o Iraque e a Síria. “Não posso afirmar que sejam ramificações terroristas, mas são integradas por pessoas com pensamentos extremistas. Por mais que muitos sheiks neguem, existem extremistas entre nós”.

Uma prova desse segmento seria, segundo o líder muçulmano, a quantidade de brasileiros recém-convertidos que já estão se vestindo com roupas árabes no centro de São Paulo.

Terrorismo no Brasil

No ano passado a operação Hashtag da Polícia Federal prendeu um grupo de brasileiros acusados de planejar um atentado nas Olimpíadas.

Jalloul, que é uma das principais autoridades da religião, não criticou a operação da PF. “O juiz que manteve esses radicais presos salvou a paz da religião e de seus seguidores no Brasil”, disse ele que é oficialmente reconhecido como mulá (sábio religioso), título concedido por um centro de formação islâmica do Irã.

Segundo o Conselho Superior de Teólogos e Assuntos Islâmicos do Brasil (CSTAIB), existem cerca de 120 mesquitas e comunidades islâmicas do país.

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