Missionária construiu igreja no Alasca e viu aldeia inteira se converter

Alice Green foi enviada pela Igreja Presbiteriana para atuar no Alasca.

29-06-2017 | Atualizada em 29/06/2017 23:11

Alice Green.

Alice Green no abrigo Anchorage Pioneer Home.

No final da Segunda Guerra Mundial a missionária Alice Green foi enviada pela Igreja Presbiteriana para uma das aldeias mais remotas do Alasca, a ilha St. Lawrence.

Os correios na época entregavam as correspondências através de trenós puxados por cães e mantimentos chegavam à ilha duas vezes no verão.

Com 100 anos, a missionária que vive hoje no Anchorage Pioneer Home, um abrigo para idosos do Alasca que oferece cuidados especiais, recebeu ajuda de um amigo para pagar o seminário de missão.


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Naquela época, uma mulher não podia ser uma ministra, mas poderia atuar como missionária e era um sonho de Alice atuar no Alasca.

Quando chegou na aldeia remota a missionária Alice Green ficou em uma casa que media menos de cinco metros quadrados. Naquela região remota não havia igreja, por isso foi obrigada a celebrar os cultos no sótão de uma escola e em casas.

A escola que servia como abrigo para os trabalhos espirituais acabou destruída em um incêndio, Green então iniciou os trabalhos para a construção da primeira igreja da ilha, com a ajuda de voluntários.

Após 70 anos desde a construção, a igreja construída pela missionária continua sendo usada na aldeia remota do Alasca.

A igreja Savoonga Presbyterian Church, construída por Alice Green.

Durante o período em que atuou na região, Alice Green deu aulas para crianças, evangelizou aldeias isoladas viajando de trenó e barco, pregou em funerais, alcançando todas as pessoas que moravam na região, que acabaram se convertendo.

Os moradores nativos do Alasca tinham uma perspectiva negativa dos missionários, pois foram criados ouvindo sobre conversões forçadas, mas o trabalho de Alice Green era respeitado na região.

Jenny Alowa, uma moradora que foi evangelizada por Green, conta que ela mudou a mentalidade daquele povoado, principalmente a perspectiva negativa que eles tinham sobre os missionários.

A missionária sempre cuidou para que os cultos fossem traduzidos para o dialeto local, o Yupik siberiano, com o objetivo de preservar a cultura daquela vila.

“Ela não era aquele tipo de missionários típicos dos quais ouvíamos falar. Ela nos ensinou sobre Deus, o Espírito Santo e sobre Jesus, que é amoroso e compreensivo”, disse Alowa.

A missionária acabou conquistando o respeito daquela comunidade, sendo chamada para resolver conflitos familiares, como o de uma filha que estava sendo forçada a casar-se com menino da aldeia, em um casamento arranjado.

Após conversar com a garota, Green explicou ao pai a situação, esclarecendo que a menina gostava de outro menino. Poucas semanas depois o pai desistiu de forçar o casamento arranjado e procurou a família do menino que a filha gostava para que se conhecessem.

Alice Green serviu como missionária na região de 1955 a 1982, quando foi jubilada oficialmente, mas continua ministrando estudos bíblicos, mesmo diante dos problemas de saúde. Com informações Alasca Dispatch News.

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