“Minha primeira missão foi mostrar que Deus existe”, diz Alan Ruschel

Lateral-esquerdo da Chapecoense falou sobre sua fé e gratidão a Deus por ter sobrevivido a queda da aeronave na Colômbia.

03-08-2017 | Atualizada em 03/08/2017 22:05

Lateral-esquerdo Alan Ruschel.

Lateral-esquerdo Alan Ruschel.

Em entrevista ao Diário Catarinense o lateral-esquerdo Alan Ruschel falou sobre o seu sentimento de gratidão a Deus por ter sobrevivido à queda do avião da Chapecoense.

Alan Ruschel está retornando aos gramados, participará do amistoso com Barcelona, no dia 7 de agosto, na Espanha. O retorno do jogador acontece após oito meses da tragédia com o avião da Chapecoense.

O lateral-esquerdo foi um dos seis sobreviventes da maior tragédia com uma delegação esportiva e a maior do jornalismo brasileiro, que deixou 71 mortos, mas mesmo após esse terrível episódio, não perdeu sua fé e gratidão a Deus.

“Só Deus mesmo por ter me deixado aqui, por estar realizando esse sonho de novo. A coisa que eu mais amo e sei fazer é jogar futebol. Depois de tudo o que aconteceu, de toda essa tragédia, eu quero servir de exemplo para muita gente. Exemplo de superação, de força, de uma pessoa que busca o seu objetivo”, disse Alan.

Ele prossegue afirmando que é um milagre de Deus, e que sabe que para tudo Deus tem um porquê, e que sua missão com tudo isso foi mostrar que Deus existe.

Mesmo após os médicos terem dito que havia uma grande possibilidade de ele não retornar ao futebol, Alan não perdeu a fé, e com esforço e grande apoio superou suas limitações.

“Quando saí do hospital de Chapecó, vi que eu queria voltar a jogar e passaria mais uma vez por esse obstáculo. Recebi o apoio da minha família, minha esposa, de todo mundo no clube e de todos que oraram por mim” conta.

O jogador reflete ainda sobre a importância de aproveitar tudo do melhor jeito possível, e que hoje não deixa mais nada para depois, porque nunca se sabe o que pode acontecer daqui a cinco minutos, e que gratidão a Deus “é o melhor exemplo e o mais bonito que existe na vida”.

Alan conta que falar no assunto já não é tão doloroso quanto no começo, e que hoje se sente mais tranquilo, porque a vida precisa continuar e existem pessoas da sua família que precisam dele.

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