Cinco mil Judeus deixam a França após ataques terroristas

Terrorismo e perseguição assusta judeus e provoca êxodo da França desde 2014, quando terrorismo matou jornalista do Charlie Hebdo.

19-01-2017 | Atualizada em 19/01/2017 22:21

Judeu lamentando mortes Paris

Judeu lamenta a morte de quatro judeus em Paris - Reuters

A Agência Judaica divulgou que em 2016 cerca de 5.000 judeus franceses fizeram a aliá em 2016. A imigração de franceses para Israel continua em alta, mas os números são menores que os dois anos anteriores.

Em 2014, ano em do ataque terrorista contra a revista Charlie Hebdo e contra um mercado judaico, foram 7.231 imigrações. Em 2015 o número bateu recorde de 7.900 imigrações.

Apesar da diminuição no número, a França continua sendo um dos principais países a enviarem judeus de volta para a Terra Santa. Talvez pelo fato de ser o maior europeu com a maior comunidade judaica, somando cerca de 500.000 pessoas.

O medo de ataques terroristas é a principal razão para que os judeus franceses façam a imigração, segundo informou Daniel Benhaim, chefe da Agencia Judaica na França, que relatou a insegurança presente no dia a dia dos judeus.

“A aliá dos judeus franceses tem sido significativa durante a última década”, afirmou ele. Desde 2006 40.000 judeus franceses pediram a aliá e foram morar em Israel, onde são protegidos.

Vários ataques antissemitas foram registrados ao longo desses anos, dando ainda mais insegurança para os judeus que, temerosos, buscam a imigração através da Agencia Judaica que tem postos em quase todo o mundo para ajudar judeus no processo de imigração.

O presidente executivo da Agencia Judaica, Natan Sharansky, já havia estimado o número de imigrações e disse que nunca antes na história foram registrados números tão altos. “Nunca na história do Estado de Israel vimos uma nação livre enviar uma proporção tão grande de seus judeus para Israel”, disse.

Apesar de conhecer a responsabilidade de Tel-Aviv sobre esse número tão grande de pessoas, Sharansky vê a imigração como sucesso em poder conectar judeus ao Estado de Israel. “Muitos jovens franceses estão deixando a França, mas o fato de que Israel se tornou o destino número um para jovens judeus franceses é um testemunho do nosso sucesso em conectá-los ao Estado judeu”.

Judeus fogem de ataques

Em 2006, o que assustou os judeus foi o sequestro seguido de morte do jovem Ilan Halimi. O crime ocorreu nos subúrbios de Paris e a brutalidade deixou a comunidade judaica em alerta.

Seis anos depois outro ataque antissemita apavorou os judeus franceses, pois uma escola judaica no sudoeste de Toulouse foi invadida por terroristas que atiraram contra as pessoas. Quatro mortes foram registradas, sendo três crianças e um adulto.

Em janeiro de 2014 terroristas atacaram o supermercado judeu Hyper Cacher, localizado ao leste de Paris. O ataque aconteceu no mesmo dia que 12 pessoas foram mortas por extremistas muçulmanos na sede da revista Charlie Hebdo.

O processo de aliá é importante para os judeus que aguardam pela vinda do Messias, o governo estimula a imigração oferecendo uma série de benefícios para que judeus de todo o mundo passem a morar em Israel. Com informações Christian Today.

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