Cristãos realizam cultos debaixo de árvore após terem igreja destruída

Extremistas budistas foram incentivados por um monge a destruírem a igreja onde 15 famílias celebram a Deus todas as semanas.

19-05-2017 | Atualizada em 19/05/2017 15:27

igreja queimada

Igreja sendo destruída pelo fogo.

No Sri Lanka uma igreja cristã foi atacada por extremistas budistas no início de janeiro e a alternativa encontrada pelos fiéis para continuarem adorando a Deus foi se reunirem debaixo de uma árvore.

“Nenhum ataque pode nos parar. Continuaremos amando a Deus e orando debaixo de uma árvore”, disse o líder da igreja, Kamal Wasantha, ao site Asia News.

O ataque à igreja, segundo Wasantha, foi liderado por um monge budista. Porém o líder cristão não sente ódio por quem destruiu a igreja. “Nós não amaldiçoamos eles e nem vamos atacá-los. O julgamento pertence somente a Deus”, afirmou.


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A ifreja “Kithu Sevana”, que significa “Casa de Cristo” ficava em uma aldeia em Paharaiya, no noroeste do Sri Lanka, alí cerca de 15 famílias e 20 outros fiéis se reuniam todas as semanas.

Mas o ataque em 5 de janeiro os forçou a fazer o culto ao ar livre. Wasantha afirmou que primeiro a ameaça verbal foi enviada pelos extremistas, depois eles realmente vieram para destruir a igreja.

“Então, vieram com varas de madeira, barras de ferro, facas e destruíram tudo. As pessoas imploraram para eles não destruírem a igreja, mas a casa do Senhor foi derrubada na frente de nossos olhos. Pedimos a Deus para perdoá-los”, afirmou o líder cristão.

Igreja e ameaças

Testemunhas desse caso, o reverendo Ranjan Palitha e o pastor Adrian De Vissar chegaram a ver as ameaças. Eles saem da cidade de Chilaw para ajudar Wasantha toda sexta e todo domingo e no 1º de janeiro foram confrontados pelo monge budista.

“Nosso carro foi bloqueado pelo monge budista, que usou uma linguagem suja conosco. Ele nos ameaçou com uma punição mais grave se continuássemos conduzindo os cultos”, disse Palitha.

Uma queixa contra os extremistas foi registrada na delegacia e as testemunhas contaram que a igreja estava sendo ameaçada.

No dia do ataque a polícia chegou a prender o monge e seus seguidores, mas todos foram libertados sob fiança.

Saber que os extremistas estão soltos não faz com que o líder local pense em desistir.  “Não posso abandonar a minha missão apenas por causa dos ataques de pessoas que não toleram a mudança de algumas famílias nesta aldeia. Eles não conhecem as grandes bênçãos que nossa comunidade recebe através da oração”, completou Wasantha.  Com informações Charisma News.

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