Evangelistas são presos e multados por pregarem que “só Jesus salva”

Confrontados por muçulmanos durante evangelismo por dizerem que “só Jesus salva” evangelistas acabaram sendo presos e multados.

06-03-2017 | Atualizada em 06/03/2017 19:40

Evangelista sendo levado pela polícia por dizer que "só Jesus salva".

A justiça de Bristol condenou dois homens que estavam evangelizando nas ruas da cidade, localizada na Inglaterra, entregando folhetos que dizia que só Jesus salva.

O caso aconteceu em julho do ano passado, e levou Michael Overd, de 52 anos, e o norte-americano Michael Stockwell, 50 anos, diretamente para a prisão por conta de uma discussão acalorada com um grupo de muçulmanos.

Segundo informações da BBC, os pregadores foram interpelados por várias pessoas, inclusive alguns muçulmanos e chegaram a dizer que Allah não existia e que todos os muçulmanos iriam “queimar no inferno”.


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Com essas palavras, os evangelistas foram denunciados e a polícia chegou para levá-los à delegacia onde prestaram depoimento.

Um processo contra os dois homens foi instaurado e, na semana passada, o Tribunal de Magistrados de Bristol julgou o caso e condenou os acusados a pagarem multa de 300 libras esterlinas cada (cerca de R$ 1.200) além de arcarem com os custos judiciais do processo que somam 3.372 libras esterlinas (cerca de R$12.600).

O julgamento durou quatro dias e o promotor do caso, Ian Jackson, argumentou que os evangelistas não deveriam anunciar que “Jesus é o único caminho para Deus”, pois para ele “isso  não pode ser verdade”.

A defesa dos evangelistas argumentava que eles exerciam sua liberdade religiosa e falavam apenas o que estava na Bíblia. Michael Stockwell chegou a citar o versículo onde Jesus afirma: “Eu sou o caminho, a verdade e a vida, ninguém vai ao Pai a não ser por mim”. Ele ministrava para que as pessoas não dependessem apenas de suas religiões para irem para o céu.

Mas para o promotor os evangelistas não tinham o direito de problema o “que acreditam ser verdade”, pois para ele o conteúdo pregado era “homofóbico” e “islamofóbico”.

Jesus salva

A ONG Christian Concern, que defendeu os evangelistas no caso, irá recorrer da sentença. O advogado  Michael Phillips chamou a acusação de “um julgamento moderno de heresia – disfarçado de um caso de ordem pública”.

A decisão do tribunal também foi criticada pela líder do Centro Legal Cristão, Andrea Williams, que descorda da forma como o promotor cita a Bíblia como um livro com “discurso de ódio”.

“A Bíblia e seus ensinamentos são o alicerce de nossa sociedade e proporcionam muitas das liberdades e proteções que ainda desfrutamos hoje”, disse ela. “Portanto, é  inacreditável que a acusação, falando em nome do Estado, possa dizer que a Bíblia contém palavras abusivas que, ao serem anunciadas em público, constituem uma ofensa criminal”, completou. Com informações de BBC.

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