Cristãos egípcios estão dispostos a morrer como mártires

Os ataques contra igrejas continuam, mas não espantam os religiosos dos templos que continuam de pé no país e dispostos a morrer pela fé em Jesus Cristo.

11-01-2017 | Atualizada em 11/01/2017 17:24

Igreja destruída após atentado.

Igreja no Egito destruída após atentado.

A Catedral Ortodoxa de São Marcos, no Cairo (Egito), precisou ser cercada por um forte esquema de segurança para que os cristãos coptas pudessem celebrar o Natal no último sábado (7).

A data é importante para os coptas que utilizam o calendário juliano e não o gregoriano, o que faz com que eles comemorem o nascimento de Cristo em janeiro, não em dezembro como os demais cristãos.

Com medo de ataques terroristas, que já matou muitos religiosos, a comunidade do Cairo investiu em segurança para que não fossem alvos fáceis de extremistas muçulmanos.

Lembrando que no mês passado um homem-bomba ligado ao Estado Islâmico atacou um culto no Cairo, matando 28 cristãos que estavam no culto.

Na semana passada, em Alexandria, um cristão teve a garganta cortada por um radical muçulmano por vender bebidas em sua loja (o Islã condena o consumo de bebidas alcoólicas).

Nem mesmo as crianças são poupadas da descriminação religiosa no Egito. Maior prova disso é que no ano passado os alunos cristãos que estudam em escolas públicas foram obrigados a recitar o Alcorão. Quem se recusou, foi espancado pelos professores e diretores que impõem a religião islâmica aos alunos.

Desde 2013, por conta da expulsão de Mohamed Morsi, presidente egípcio que também era líder da Irmandade Muçulmana, os ataques contra cristãos se intensificaram no Egito. Radicais islâmicos queimaram diversas igrejas.

Apesar dos ataques, os cristãos não deixam de adorar a Deus e continuam enchendo as poucas igrejas que estão de pé no país. Alguns deles afirmam que não estão com medo de morrerem como mártires.

“Estamos prontos para morrer em qualquer igreja que eles quiserem bombardear, não estamos assustados”, disse Sohair Moussa, um cristão copta que deu entrevista à CBN News.

Os cristãos são minoria no Egito, apenas 10% da população – cerca de 90 mil pessoas – seguem a Cristo. Os cristãos coptas sofrem perseguições religiosas e são vítimas de ataques terroristas.

Para mostrar solidariedade aos cristãos, o presidente egípcio Abdel-Fattah el-Sissi participou da celebração religiosa de Natal na Catedral. Nenhum incidente foi registrado.

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