Arqueólogos dizem ter descoberto a primeira igreja do mundo na Escócia

A maior prova de que a igreja servia como local de encontro para os é a inscrição que menciona “os setenta amados por Deus”

16-02-2017 | Atualizada em 16/02/2017 20:04

Arqueólogos na primeira igreja.

Arqueólogos do Centro de Estudos Arqueológicos de Rihab afirmam que encontraram na Jordânia as ruínas da primeira igreja cristã do mundo.

O espaço subterrâneo fica embaixo da igreja de São Jorge, em Rihab, perto da fronteira com a Síria e foi construído entre os anos 33 e 70 d.C.

“Desenterramos o que pode ser a igreja mais antiga do mundo, datando entre 33 e 70 d.C.”, comemorou Abdul Qader al-Hussan, coordenador do estudo.


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A equipe que trabalhou nessas escavações garante ter evidências suficientes para afirmar que naquele lugar os primeiros cristãos se encontravam formando a primeira igreja cristã do mundo.

“Esta igreja abrigou os primeiros cristãos, muito provavelmente entre os 70 discípulos de Jesus Cristo”, afirma al-Hussan. A maior evidência é a inscrição encontrada no local que menciona “os setenta amados por Deus”.

A descoberta foi classificada como “fascinante” e pode realmente indicar que o grupo dos 70 discípulos de Jesus realmente estiveram por lá.

Pelos relatos que encontramos em Atos dos Apóstolos, para fugir da perseguição em Jerusalém, após a morte e ressurreição de Cristo, os discípulos foram para o que hoje é o norte da Jordânia.

Exatamente ali está Rihab, a região onde é possível encontrar cerca de 30 antigos espaços de culto cristão, como a que mais tarde se tornou a Igreja de São Jorge, edificada no ano 230 d.C.

Igreja perseguida

Ao que tudo indica, abaixo de onde hoje funciona a Igreja de São Jorge foi o local usado pelos discípulos para se esconderem da perseguição e praticarem a fé.

Reclamada pela Igreja Ortodoxa da Jordânia, maior grupo cristão do país, a caverna de pedra tem um espaço que seriam antigos assentos talhados na pedra e uma área em forma de círculo, que provavelmente ficava algum tipo de altar.

“A caverna possui também um túnel profundo, que devia conduzir a uma fonte de água”, disse Hussan. “A única divisão que separa o altar da área pública é uma parede com uma entrada”, completa o arqueólogo.

O bispo da Arquidiocese Ortodoxa Grega, Archimandrite Nektarious, afirma que a descoberta é “um importante marco para os cristãos do mundo inteiro” e lembrou que na Grécia há uma estrutura muito semelhante a esta em Tessalônica.

Os estudos nas ruínas começaram em 2008, porém a Jordânia – hoje com maioria muçulmana – tem dificultado a promoção turística do local.

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