Aluna é proibida de agradecer a Jesus em discurso de formatura

Aluna contrariou direção por não se sentir bem em ter de negar a sua fé.

22-06-2017 | Atualizada em 22/06/2017 11:47

Moriah Bridges na formatura.

Moriah Bridges durante formatura do ensino médio.

Uma aluna cristã desafiou os administradores de uma escola na Pensilvânia, Estados Unidos, ao fazer referência a sua fé  em seu discurso de formatura do ensino médio depois de ter sido proibida de agradecer a Jesus.

Moriah Bridges, que está sendo orientada pela ONG jurídica First Liberty Institute, teria sido orientada pelo superintendente da escola a “remover todas as referências religiosas” do seu discurso de formatura.

O texto teria passado por uma censura prévia, após a aluna ter sido eleita porta-voz da turma. Na revisão do seu discurso foi excluída toda referência a Deus e a fé cristã. Ainda assim, a aluna fez o discurso na íntegra, mesmo tendo sido ameaçada.

Segundo informou o Faithwire, a aluna da Beaver High School, havia feito referências a Deus em seu discurso ao decidir fazer uma breve oração de agradecimento, onde fazia menções ao “Pai celestial” e ao “Senhor”.

Carrie Rowe, superintendente escolar, forçou a aluna a remover referências a sua fé em seu discurso. Apesar de concordar em alterar o discurso, Bridges disse que não se sentia a vontade em fazer isso e que considerava essa censura uma forma de fazê-la negar a fé.

Apesar de ter concordado em reescrever seu discurso, Moriah Bridges acabou tomando coragem e encerrou fazendo uma referência ao nome de Jesus Cristo.

“Sempre segui as regras. Quando disseram para não mascar chiclete em aula, eu não masquei. Quando disseram para não usar o celular, eu não usei o meu celular. Mas hoje, vou desafiar as expectativas e talvez pela última vez nesta escola, eu falo no nome justo de Jesus Cristo, Amém”, encerrou a aluna.

A superintendente escolar justificou sua decisão de proibir o discurso da aluna por ferir a laicidade do Estado. Rowe disse que qualquer pessoa que fala na graduação sabe muito bem que seu discurso será revisado antecipadamente.

“No caso de Moriah, o distrito não podia aprovar um discurso escrito como uma oração, mas aprovou uma segunda versão que ela enviou”, escreveu Rowe.

Ela prosseguiu afirmando que recebeu orientações legais para que as orações – mesmo as orações dirigidas por alunos – não fossem permitidas nas cerimônias de graduação. Rowe acrescentou: “Não consigo escolher as leis a seguir”.

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