Reunião em Paris com 70 países discutirá a divisão de Israel

O projeto pretende tirar dos judeus monumentos importantes como o Muro das Lamentações, o Monte do Templo, parte de Cisjordânia e de Jerusalém.

13-01-2017 | Atualizada em 13/01/2017 19:45

Benjamin Netanyahu e Ban Ki-moon

Benjamin Netanyahu e Ban Ki-moon durante coletiva de imprensa.

Uma reunião com representantes de 70 países deve acontecer em Paris no próximo domingo para determinar a divisão de Israel. A ideia é um projeto pela paz entre árabes e judeus, devolvendo à Palestina parte de Jerusalém oriental.

As negociações pedem as fronteiras de 1967, antes de Israel ser reconhecido como Estado, algo que é claramente contestado pelo país judeu que tem em Jerusalém a sua capital cultural.

Acredita-se que antes do dia 20 de janeiro uma resolução, além da já contestada resolução 2334, do Conselho de Segurança da ONU, seja criada para tratar da divisão.

O jornal judeu Haaretz conseguiu cópia de um rascunho do resumo que será apresentado nesse encontro, tendo como base o que já foi discutido com alguns diplomatas.

Entre as propostas apresentadas está o pedido para que o primeiro-ministro israelense Benjamin Netanyahu e ao presidente palestino, Mahmoud Abbas, que renovem o compromisso de paz e que renunciem os funcionários de seus governos que são contra dividir Israel em dois estados.

Fronteiras de Israel

Os representantes dos 70 países, afirmarão também que não reconhecerão as alterações nas fronteiras feitas em 4 de junho de 1967, dizendo que os territórios ocupados por Israel a partir desta data são palestinos, logo, obrigatoriamente os judeus deverão deixar a região e abdicarem de monumentos importantes como o Muro das Lamentações, o Monte do Templo, parte da Cisjordânia e de Jerusalém.

Entre os trechos que estarão na nova resolução que está sendo debatida por governos ocidentais e árabes temos:

  • Compromete-se claramente a “dois Estados, Israel ea Palestina, vivendo lado a lado em paz e segurança”.
  • Insiste em que deve haver um fim à “ocupação que começou em 1967”.
  • Exorta os líderes israelitas e palestinianos a renovarem publicamente o seu compromisso com uma solução de dois Estados.
  • Exorta igualmente os líderes israelitas e palestinianos a renunciarem publicamente a qualquer um dos seus funcionários que não apoiam uma solução de dois Estados.
  • Afirma que as 70 nações reunidas em Paris só reconhecem as fronteiras de 4 de junho de 1967 e que as únicas mudanças futuras nas fronteiras que reconhecerão virão como resultado de negociações entre israelenses e palestinos. E assim como a Resolução 2334 do Conselho de Segurança da ONU, Jerusalém é especificamente mencionada. Assim, de acordo com este documento, Israel não possui o Muro das Lamentações, o Monte do Templo, uma polegada da Cisjordânia ou uma polegada de Jerusalém Oriental.
  • A declaração sumária também convocará todos os países a distinguir claramente entre o estado de Israel e os territórios que pertenceriam aos palestinos com base nas fronteiras de 1967 em todas as suas relações.

Com informações Charisma News.

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